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Luzes – Interruptores de emoções

A magia da luz

Na Light It Be, entendemos a Luz como o lápis mágico com que desenhamos, definimos, manuseamos, influenciamos e sublinhamos atmosferas, emoções, sentimentos e estados de espírito numa casa ou mesmo em espaços ao ar livre. Da forma como iluminamos advém a delimitação do espaço, a sua ampliação volumétrica ou a capacidade de a encolher, criando, para este efeito, nichos dentro de uma área mais ampla, numa espécie de jogo caleidoscópico, em que se conduz o olho para aquilo que se torna visível e deixando o resto numa suave sombra. Porque a luz é já mensagem, já traz os seus códigos e subterfúgios, cabendo ao candeeiro valorizar o que se pretende dizer e de que forma se quer passar aquilo que é dito. Neste jogo de luzes e sombras, de propósitos claros e subentendidos poéticos a intensidade, cor e temperatura da luz só têm a ganhar se associada a um corpo que saiba interpretar não apenas o propósito da luz e a sua existência em determinado local da casa, com vista a uma função específica, mas também o estilo da casa, entrando em harmonia ainda com aquilo que rodeia a luz.

Domador de fotões

Como função primeira e primária, basta que um candeeiro ilumine um espaço e torne visível o que rodeia uma área, possibilitando que nela se levem a cabo ações múltiplas e várias tarefas específicas. Ler, trabalhar, estudar, pensar e sonhar. O ideal, porém, é que a sua estética permita ainda códigos de humor, que exalte a criatividade, que suscite uma história ou, melhor ainda, um afeto, uma relação. Já se questionou porque é que todos os designers se desafiam com a autoria de candeeiros? Porque iluminar, fazê-lo bem, com arte e beleza encerra uma poesia ímpar que vai muito além da mera funcionalidade de acender uma luz. Porque domar a luz, esse elemento tão enigmático, moldá-la e suscitar diferentes estados de espírito se aproxima mais da magia do que do design, muito embora este seja o necessário invólucro no qual ela nos chega, e dele exigimos outro tanto. Aos candeeiros de madeira Light It Be, embaixadores da nossa estética com compromisso ‘natura’, exigimos ainda honestidade, veracidade e beleza despretensiosa. Entendemos ser essa a melhor forma de transportar e ‘embrulhar’ esta luz de que falamos.

Decorar é encenar com luz

Decorar uma casa passa, por isso mesmo, por ensaiar uma peça, por conceber um palco, criar um cenário e isso tem tudo a ver com luz. A que vem de fora e aquela que se criar artificialmente lá dentro. Uma luz ampla, branca, fria e omnipresente tudo dilui e tudo menospreza. Torna os espaços estéreis e planos e isso impossibilita que se guardem segredos, que se crie mistério, que se valorize o mais belo e importante, em detrimento do meramente acessório ou essencial. Só o contraste, resultante do bailado entre a luz, as sombras e meias-sombras resulta em profundidade, em ilusão de mais ou menos espaço, em aconchego e conforto.

Replicar o ciclo natural da noite e do dia

Cabe à luz trazer definição às texturas, tornar importantes e visíveis os detalhes, amornar arestas, criar ligação entre áreas, definir zonas e tudo harmonizar sem histrionismos ou vedetismos. Isso implica subtilezas, harmonia e sombras e não ambições de domínio absoluto da luz sobre o espaço. Aquilo que a luz artificial deve respeitar dentro de casa é o mesmo ciclo natural que a noite e o dia estabelecem lá fora. Mais natural, mais harmonioso e mais humano. Torna-se mais nobre e apetecível um ambiente que não contraria a noite e se rende à penumbra do que um que cai no erro de fazer de conta que é de dia, quando lá fora reina a lua. Esta réplica artificial dos ciclos de luz naturais, que regem os ritmos biológicos dos seres vivos, reivindica uma tranquila qualidade de vida que se reflete num pacífico e desejado equilíbrio físico, emocional e mental. A luz acalma e alimenta-nos por dentro.

Um outro traço na arquitetura dos espaços

A luz – elemento inatingível, mas uma das ferramentas criativas com maior poder e destaque na decoração e na arquitetura – é geradora de emoções. Por isso, há espaços onde instintiva e instantaneamente nos sentimos bem e acolhidos e outros de onde queremos fugir sem perceber a razão. A luz é sentimental, razão pela qual empresta emoções aos espaços. Calidez, aconchego, bem-estar e harmonia dependem dela, mas não só. A luz também ordena os espaços, inclui e exclui objetos da sua atenção. A luz reconforta, abriga e é protetora. A luz é aquele traço extra que o arquiteto, ainda sobre o estirador, tem já em linha de conta. Porque a luz também é uma linha e conta muito.

Luz é artifício

Fiel guardiã de memórias e animada anfitriã, ela brinca com as cores, as texturas, os ângulos, os relevos, as dobras e os objetos, dando-lhes vida e um sentido. Uma área é apenas isso, mas quando bem iluminada torna-se num ambiente, numa atmosfera, num jogo de linhas e afetos tridimensionais, onde a sombra, aquilo que se esconde, menos ou pior se vê, é tão importante quanto aquilo que se mostra e se percebe. Numa casa, a luz é o potencial de qualquer equação, estilo ou mood pretendido. Tal como a luz do sol vai mudando o espaço e as cores no interior de uma casa no decurso de um dia e no decorrer das estações, projete luz artificial com o mesmo poder logo que o sol se vai, dando-lhe uma natural continuidade, ainda que de forma astuta e artificial. A mente humana alimenta-se disso mesmo, de factos e de artifícios.

O último apaga a luz

Por fim, a economia, a tão preciosa economia, não apenas a das contas domésticas, aquela que se inquieta com a conta elétrica, mas dos recursos, de todos os recursos. Por isso importa espalhar pontos de luz estratégicos, pela mão de candeeiros de mesa ou candeeiros de pé, que repliquem, aqui e ali, artifícios solares e seduções lunares, e focos de luz indiretos, que cirurgicamente iluminem o necessário sem recurso a candeeiros de teto de várias lâmpadas. O que se poupa em consumo, ganha-se em melodia visual. Por isso ainda, por causa dos recursos, obviamente, reciclamos e acarinhamos o velho e o negligenciado. Por isso nos dedicamos a criar algo de novo a partir de algo que já cá estava, de matéria nobre, mas descartada, e em quem ninguém repararia. Bom, nós reparámos. Porque as árvores eram nossas e por elas ainda nos sentimos responsáveis.

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