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Boho Chic

Boémio, divertido e irrepetível

O estilo Bohemian Chic, ou apenas Boho Chic, resulta da arriscada e – apetece dizê-lo – cinematográfica harmonia entre múltiplas texturas, diferentes padrões, uma infinidade de objetos e acessórios de múltiplas origens e até de distintos estilos, onde a uma visível identidade hippie e ‘gaiata’ se aliam o rústico e o vintage e se associam elementos românticos, étnicos e artísticos e que vive de uma rica e exuberante paleta de cores e influências. Não basta misturar ou baralhar, há que saber as regras do jogo para ser bem-sucedido neste estilo, um dos mais em voga, que tanto remete para elegantes apartamentos parisienses, como para animados lofts nova-iorquinos e que tudo tem a ver com os candeeiros Light It Be.

Este é, provavelmente, o estilo com mais personalidade e carisma, aquele que não depende do bom-gosto de um decorador, e que só se cumpre e se realiza quando resulta de gostos, experiências, viagens e vivências pessoais, as quais se traduzem na decoração. Peças que andam connosco desde sempre, outras que trouxemos de viagens, uma estética e uma escala de cores que, inadvertidamente – ou apenas porque refletem o gosto mais pessoal – se acabam por replicar em tudo o que se vai adquirindo.

O resultado não é uma amálgama de sobreposições aleatórias, mas antes o toque mágico do perfeito e afetivo mix’n’match – que é como quem diz misturar e combinar –, onde texturas ricas e padrões vários se encaixam como se fizessem parte de uma única tela. Daí que haja tantas variantes deste estilo quantas personalidades por detrás de cada casa. O que se mantém é um toque elegante, mas descontraído, requintado, mas muito cool, estilizado, mas blasé. Os livros podem acumular-se pela casa, junto ao chão, ou servindo eles próprios de ‘mesa’ de apoio. Cabedal e palha, seda e toscas cerâmicas, juta e caxemira são apenas alguns dos pares improváveis, mas certeiros. Os quadros podem dispensar pregos e até paredes e o minimalismo não entra neste dicionário, mais orientado para o maximalismo, nem que seja o de possibilidades. Tudo é rico, confortável, convidativo e muito harmonioso.

Encontrar o equilíbrio entre tudo aquilo de que se gosta será o desafio mais interessante. Certo e sabido é que, quando é genuíno, e se impõe numa casa enquanto reflexo de um modo de vida, nada é muito pensado. O resultado simplesmente vai surgindo, vai-se revelando naturalmente e, não obstante o excesso de informação próprio deste estilo, no final, tudo se encaixa e tudo comunica de forma equilibrada e atraente. O resultado é igual ao de uma manta de retalhos, onde todas as cores, padrões, texturas e diferentes fibras se equilibram, quer ao nível de cores, quer de escala, e se interajudam a criar um quadro mais amplo, garrido, mas delicado, complexo, mas harmonioso.

Liberdade e Natureza

Estes são dois conceitos caros e incontornáveis do estilo boémio. Liberdade de fazer, de misturar, de se atrever e de arriscar. Liberdade para apreciar a essência das coisas sem falsos julgamentos ou pedantismos, pesando o valor com o pêndulo dos sentimentos. É o apreço pela Natureza e por trazer para dentro de casa flores e plantas, tornando-as espectáveis e indispensáveis na decoração de interiores. É ainda o amor pela pureza e honestidade das coisas. É o elogio do simples, desde que belo ou, ainda que não o sendo, que nos diga algo, que nos transmita um sentimento. Uma preciosa raridade. Boho Chic é, também por tudo isso, a arte de tornar elegante, charmoso e delicado o casamento entre improváveis parceiros decorativos, de tornar criativa e atraente a fusão de estilos, cores, referências vintage, aromas country, espírito hippie, paixão étnica e aquele toque oriental, ou qualquer outro exotismo. Um exercício divertido e muito pessoal, que replica o ADN de vivências ricas, mentes curiosas e espíritos democráticos, onde um móvel velho, um soberbo serviço de prata, uma exótica colcha de seda pura ou apenas rattan trabalhado pelas próprias mãos têm igual valor estético. Onde o latão é igual a ouro e onde um tosco tronco de madeira se entretém a dar luz, como fazem os candeeiros de madeira Light It Be, talhados, também eles, neste espírito livre e boémio.

Pode ainda dizer-se que o Boho é um sentimentalão, a tudo se apegando com o coração, a tudo se ligando afetivamente. Uma banqueta da avó, a coleção de relógios e de DB do tio, a primeira máquina de escrever, a terceira câmara fotográfica, aquele kilim que veio de África, um papiro do oriente e as pinturas das crianças… Porque uma decoração biográfica é muito mais do que ficção, é documentário e fala de coisas reais, daquelas que rasgam sorrisos involuntários. Viver numa casa boémia é um privilégio, pois é um espaço que organiza com gosto e requinte a nossa aventura pessoal. Ela é, a uma só vez, o nosso BI e o nosso passaporte.

A cor no Boho

Partindo de uma paleta neutra ou mais garrida – talvez esta seja a variante Boho Chic mais expressiva e histriónica –, importa que haja um código base a partir do qual se vão acrescentando padrões, texturas e outra informação. Aposte numa paleta com apenas dois ou três tons – há quem arrisque quatro – que goste de ver em conjunto e deixe que esta sirva de imã a tudo o resto. As coisas comunicam entre si – não falamos da internet das coisas, mas dessa outra linguagem que parece unir aquilo que mutuamente se pertence –, através de gramáticas de partilha. Invista em nuances diferentes, em paredes que se maquilham de cores inesperadas, ou com papel de parede inusitado, ou de fundos brancos que se adornam com uma imensidão de quadros, chapéus, cestos ou outros adereços de que goste. O princípio básico é apenas um: se você gosta, então, encontre uma maneira harmoniosa de inserir essa peça na sua decoração. Se tem cor, estampado e uma identidade muito própria, então vai encaixar-se.

Esquema cromático

Beges, cáqui, verde-azeitona, castanho e preto podem tomar-se como cores de fundo. Sobre essas podem criar-se uma infinidade de variedades e de combinações de tons, que podem puxar pelo mostarda, laranja e vermelho, ou pelo cobalto, roxo e amarelo, ou avançar pelos tons safira. Qualquer cor é bem-vinda e não há restrições ao seu emprego. A única regra de ouro no estilo Boho Chic é que tudo resulte de forma harmoniosa, daí que funcione bem o emprego de ‘famílias’ de cores, ainda que presas a padrões aparentemente antagónicos ou oriundos de distintas influências.

Padrões

Num registo bi ou tricromático é muito fácil encaixar diferentes padrões, pois todos se harmonização por conta da cor e ao redor desta, principalmente se houver equilíbrio de escalas entre os diferentes estampados. Acrescente, depois, mais um ou dois tons que os complementem e vá inserindo novos grafismos. Há uma linguagem própria, bem conhecida do folclore, que leva a que as coisas ‘encaixem’ entre si, não obstante os diferentes padrões, ou intrincados jogos cromáticos. Étnico, floral, tropical, geométrico… crie vias de comunicação entre tudo isto. Acha que já falam demasiado? Começa a haver ruído, impossibilitando equilíbrio? Então, vire-se para os tons neutros e as fibras naturais de uma só cor e deixe que eles oxigenem o espaço e deem mais ar à área. Misturar está na génese do Boho, mas tem de se alcançar elegância e harmonia, sem estas não há verdadeiro Bohemian Chic.

Texturas

Sim, também deve vaguear do plano ao felpudo, da superfície sedosa ao toque rude e texturado do sisal. De madeiras polidas ou orientalmente lacadas, a toros que ainda cheiram a floresta. O grande padrão final do seu Boho é o somatório de todas as pequenas adições que fizer e muitas delas são de natureza têxtil. Colchas, mantas, cobertas, almofadas, tapetes, cortinas, pufs, estofos e revestimentos de sofás e cadeiras. Crie contrastes. Coloque o veludo e grosseiros algodões de tecelagem larga lado a lado e perceba como pode funcionar de forma feérica.

Vintage&Rústico

Peças herdadas, recordações de viagens e memórias do passado. Novo e antigo, recuperado ou ‘danificado’. Tudo tem cabimento e tudo é querido ao Boho, que deve a sua enorme vivacidade e apelativa vibração à mistura de elementos, à aglutinação de estilos, no fundo, à recusa de rótulos. Uma inigualável liberdade que lhe permite tornar tudo possível e permitido.

Impressão digital

Permissivo, colorido, divertido, criativo, artístico, inclusivo e pluricultural este estilo é dos raros que permite a cada um de nós contar a nossa história através da decoração. Retalho a retalho. Nela expondo fotos e objetos trazidos de outras paragens, de outros tempos, misturando passado e presente, afetos e estética, peças raras e artefactos a que nos dedicámos um dia, tudo mesclando como num exótico e requintado cozinhado, bem condimentado. Por isso é tão pessoal, se mostra tão acolhedor e se apresenta tão atraente.

Peças-chave

– Tapetes

– Têxteis

– Candeeiros

– Acessórios

– Uma história para contar (preferencialmente, uma BOA história para contar)

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